-) Érica Ribeiro

Proposta de Pesquisa:

O que faz as pessoas seguirem regras de moda? Saber de que forma de vestir para determinadas ocasiões, qual é o estilo que combina com cada pessoa ou mesmo se enquadrar a um 'conceito' já testado. Parece que a forma como as pessoas se vestem fazem parte do discurso, assim, para alcançar certos objetivos, o sujeito deve se vestir de acordo com o que as pessoas esperam. Mas como saber o que pessoas esperam? Quem determina o que é certo ou errado para as ocasiões, o que combina ou não?

É perceptível que a mídia interfere nessa área. Novelas ditam modas e até comportamentos. Mas nem sempre o que está no ar é adequado para todos. Para ensinar as pessoas a se vestirem, sugiram o realities de moda. Um dos mais conhecidos é o What not to wear (o que não vestir, na tradução ao pé da letra) ou Esquadrão da Moda, no Brasil.

O formato em 2001 e era exibido pela BBC. Ganhou uma versão americana e mais recentemente um brasileira, exibida pelo SBT. Aqui no Brasil, o formato se aproxima mais do Esquadrão americano, pelo fato de contar com um casal como consultores de moda.

O interessante no programa é que há um remodelamento de estilo da participante. Em um primeiro momento, a pessoa é descontruída pelos consultores. Na versão americana, exibida pelo canal por assinatura Discory Home & Health e produzida pela TLC, Stacy London e Clinton Kelly são, muitos vezes, sarcásticos com o modo de vestir da pessoa, e demonstram isso em palavras e gestos (estes, muitas vezes exagerados). Após passar pelas críticas, a 'vítima' passa por uma consultoria, recebe um cartão de crédito para renovar o guarda roupa e vai às compras.

No final, é mostrado para a pessoa como ela era horrível e como está agora, melhor vestida e apresentável para a sociedade. Há uma reconstrução de uma identidade da pessoa, que realmente acredita que a forma como ela se veste a torna um pessoa melhor - conclusão reforçada pelos depoimentos constantes durante o programa, primeiro por meio de um vídeo-diário e pois em gravações oficiais.

No Brasil, o Esquadrão da Moda é produzido pelo SBT e está na segunda temporada.

O que chama atenção é a aceitação do sujeito pelas críticas feitas a ele e por uma nova identidade visual. Com o jogo de imagens (antes e depois), o programa ensina não somente o participante a se vestir, mas também o telespectador, que 'absorve' novos conhecimentos sobre a área, utilizando isso na vida. Dessa forma, o programa reforça esteriótipos e cria um imaginário sobre as formas corretas de estilos e comportamentos.

Possíveis objetivos:

- estudar o formato

- entender o que faz as pessoas autorizarem esses programas para falar sobre o próprio estilo

- analisar a linguagem (o discurso) e como ela é utilizada para descontruir e contruir a identidade 'visual' dessas pessoas

- compreender a construção de sentidos no modo de vestir

Questões:

- Qual é a relevância de programas desse formato e com essa temática?

- O que dá legitimidade ao programa?


Desenvolvimento:

- Parte do trabalho será descritiva, com o funcionamento do programa (formato)

- Moda como lugar de disputa ("Moda é atitude"): de acordo com o que você veste pode ser aceito ou não em determinando grupo.

- Moda como lugar de construção de identidade - esteriótipos.

Bibliografia:

GOLDENBERG, Mirian. O corpo como capital: estudos sobre gênero, sexualidade e moda na cultura brasileira. Barueri, SP: Estação das Letras e Cores Editora, 2007.

GIDDENS, Anthony. Modernidade e identidade. Rio de Janeiro: Zahar, 2002.


Links:

Esquadrão da Moda (EUA), Esquadrão da Moda (Brasil)


Observações:
Ainda não sei muito bem o que focar no desenvolvimento, já que, aparentemente, são muitas as possibilidades.


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